Acredito que aprovação da reforma tributária influenciará próxima reunião do Copom, diz Lira

Lira defendeu que a política tem dado “sinalizações” positivas à autoridade monetária; “todas as votações do Congresso visam um ambiente mais estável e seguro”, defendeu.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira (7) acreditar que a aprovação da reforma tributária influenciará decisões da próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).

“A avaliação externa é de satisfação de o Brasil ter conseguido votar, no Congresso Nacional, uma matéria dessa importância. Acredito que ela vai influenciar, não tenho dúvidas, na sinalização da próxima reunião do Copom”, disse.

A próxima reunião do Copom está marcada para o mês de agosto. O mercado precifica que o encontro trará o início do ciclo de cortes na taxa Selic (em 13,75% desde agosto de 2022).

Lira defendeu que a política tem dado “sinalizações” positivas à autoridade monetária. “Todas as votações do Congresso visam um ambiente mais estável e seguro, com segurança jurídica, desburocratização, simplificação”, defendeu.

Sobre a reforma tributária, o presidente da Câmara disse esperar que o Senado implemente mudanças ao texto. Para Lira, durante a tramitação na Casa Alta, a tendência é de que os consensos ao redor do texto se fortaleçam.

Carf e marco fiscal
Já em relação às outras pautas de interesse do governo, o parlamentar não descartou votar o projeto de lei do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) e o marco fiscal antes do recesso.

Na tarde desta sexta-feira, Lira se reúne com líderes e relatores para decidir o andamento da agenda. O PL do Carf, tramitado em regime de urgência e com prazo expirado, trava a pauta da Casa.

“No começo da semana, eu disse que iríamos usar a semana de segunda a sexta e que na hora que tivéssemos votos as matérias iriam a plenário. A reforma foi, e vamos conversar para concluir essas outras que tem quórum infinitamente mais fácil”.

A reforma tributária, uma PEC, precisava de 308 votos para aprovação. O PL do Carf (projeto de lei ordinária) e o marco fiscal (projeto de lei complementar) pedem maioria simples (257 votos).

Fonte: CNN

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