Greve é suspensa e ônibus circulam normalmente em São Paulo

O SindMotoristas decidiu suspender a paralisação de ônibus agendada para esta quarta-feira, 3, em São Paulo. Segundo o presidente do sindicato, Edivaldo Santiago, a grande reivindicação da categoria foi atendida em reunião com o presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União Brasil),

Os motoristas pediam a redução da jornada de trabalho de 7 horas — mais uma hora de alimentação — para 6 horas e meia, com 30 minutos de alimentação. “Nós tínhamos um problema sério na categoria, que era a questão da jornada de trabalho. Essa redução na jornada era um anseio da categoria, o [aumento no valor] do tíquete alimentação também. Por isso estamos propondo a suspensão da greve”, disse o sindicalista, como registra o G1.

Santiago disse que os motoristas devem voltar a se reunir na próxima quarta-feira, 10, para discutir a situação. “Espero que esta greve, que nós vamos suspender, a partir da meia-noite… Nós vamos avançar [na discussão] e a categoria vai ficar extremamente satisfeita”, disse.

Acordo

O presidente da Câmara Municipal disse que foi procurado pelo SindMotoristas e pelo sindicato patronal para evitar a greve. “Caminhamos na direção da construção de um acordo imediato para a suspensão da greve e avançamos na discussão de pontos divergentes. Houve grandes avanços, que permitiram suspender a greve e praticamente encerrá-la”, comentou.

A SPTrans, que administra as linhas de ônibus em São Paulo, confirmou “operação conforme previsto em 40 das 40 garagens do Sistema” e “operação conforme o previsto em 31 dos 31 terminais de ônibus do Sistema” no início da manhã desta quarta-feira.

Horas antes da suspensão da greve, o desembargador Davi Furtado Meirelles, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), havia determinado que toda a frota de ônibus da cidade de São Paulo operasse nos horários de pico.

As reivindicações

Os motoristas decidiram parar para cobrar aumento salarial e benefícios trabalhistas, que negociam com intermediação da Justiça do Trabalho e do presidente da Câmara Municipal. A possibilidade de paralisação começou a ganhar força em 3 de junho, devido ao impasse nas negociações. Representantes dos trabalhadores e das dez empresas que operam o serviço de transporte público na capital discutem essas questões desde o ano passado.

Os motoristas reivindicam um reajuste de 3,69% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, além de um aumento real de 5% e a reposição das perdas salariais acumuladas durante a pandemia, calculadas em 2,46%, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Por enquanto, foi atendida a demanda sobre a redução da jornada de trabalho, que tinha passadode seis horas e meia para oito horas diárias efetivas. O sindicato apontou que essa mudança tem causado grande insatisfação entre os trabalhadores, que passaram a enfrentar carga horária mais extensa.

 

 

 

Fonte: O Antagonista 

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