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Paralisação dos rodoviários entra no 3º dia em Manaus; ônibus seguem com circulação reduzida, diz sindicato

Greve de ônibus em Manaus afeta o transporte e gera impasses.

Paralisação dos rodoviários entra no 3º dia em Manaus; ônibus seguem com circulação reduzida, diz sindicato

Causas da greve

A paralisação dos rodoviários de Manaus começou devido ao não cumprimento dos prazos de pagamento dos salários. O Sindicato dos Rodoviários informou que, na segunda-feira (20), as empresas de transporte coletivo não realizaram o pagamento da primeira parcela dos salários, conforme determinado pela Justiça.

Detalhes sobre o pagamento

  • Valor de 40% dos salários deve ser pago até o dia 20 de cada mês, ou no dia útil anterior se a data for em um fim de semana ou feriado.
  • Os 60% restantes precisam ser quitados até o quinto dia útil do mês seguinte.

A manutenção da paralisação se dá pelo descumprimento reiterado destes prazos, segundo Givancir Oliveira, presidente do sindicato.

Impacto no transporte público

Desde o início da greve, os impactos no transporte público têm sido significativos.

Atendimento reduzido

  • 80% da frota operando nos horários de pico: entre 6h e 9h e das 17h às 20h.
  • 50% fora dos horários de pico.

Embora a Justiça tenha determinado essa quantidade mínima de ônibus em circulação, muitos passageiros relataram que a situação ainda é complicada, especialmente em horários de maior movimento. Muitos usuários enfrentaram longos períodos de espera e superlotação.

Reuniões entre governo e sindicato

O impasse levou a reuniões entre o governo local e o sindicato dos rodoviários, mas até agora, não conseguiram chegar a um acordo satisfatório para ambas as partes.

  • Governador do Amazonas, em diversas entrevistas, afirmou que os pagamentos ao sindicato estão sendo feitos corretamente.
  • O sindicato, por outro lado, continua alegando que as empresas estão em dívida.

Opinião dos passageiros

Os passageiros têm expressado sua insatisfação com a situação atual do transporte. Durante entrevistas, muitos relatam as dificuldades enfrentadas.

Exemplos de feedback

  • Passageiros na Zona Leste afirmaram que, ao contrário do que esperavam, não notaram grande alteração nos horários matutinos, mas tiveram dificuldades ao tentar voltar para casa.
  • Outros usuários relataram que a situação se agravou nos dias que antecederam a paralisação, quando a notícia do atraso salarial já circulava, resultando em ônibus frequentemente lotados e atrasos.

A resposta das empresas de ônibus

As empresas de transporte coletivo de Manaus têm argumentado que a situação que leva ao atraso nos salários está, em parte, relacionada ao governo e a uma dívida existente.

Afirmativa do sindicato das empresas

  • O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) informou que um bloqueio financeiro no repasse de verbas gerou os atrasos. O valor total da dívida mencionada chega a R$ 90,1 milhões.
  • Eles alegam que o Governo do Amazonas tem uma parte significativa dessa dívida, o que estaria impactando diretamente a capacidade das empresas em efetuar os pagamentos aos funcionários.

Medidas judiciais e sua eficácia

Após a determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), as empresas são obrigadas a manter a frota mínima. No entanto, isso não foi capaz de evitar a greve, e a situação continua complexa.

Determinações judiciais

  • A Justiça definiu um mínimo de circulação dos ônibus e orientou as empresas a garantirem os pagamentos de acordo com as normas laborais.
  • Medidas emergenciais e tentativas de conciliação judicial não obtiveram sucesso até o momento.

O que os motoristas estão enfrentando

Os motoristas também não estão imunes aos efeitos da greve. Muitos deles expressam angústia e preocupação com suas finanças pessoais, já que dependem do salário para suas sustentações diárias.

Testemunhos de motoristas

  • Diversos motoristas relataram que os atrasos têm afetado suas contas e muitos enfrentam dificuldades financeiras.
  • A incerteza quanto à duração da greve gera ansiedade, com alguns sendo forçados a procurar outras fontes de renda temporária.

Histórico de greves em Manaus

Manaus já vivenciou crises similares no passado. Greves de rodoviários não são novidade e geralmente surgem em resposta a problemas de pagamento e condições de trabalho.

Exemplos de greves passadas

  • Em anos anteriores, paralisações ocorreram por motivos semelhantes, como não pagamento ou questões relacionadas à falta de segurança no trabalho.
  • Historicamente, essas ações levaram à intervenções do governo e reformas na legislação local, além de resultados variados para os motoristas e empresários.

Alternativas de transporte

Diante da paralisação, muitos passageiros buscam alternativas para se locomover pela cidade.

Opções disponíveis

  • Transporte por aplicativos, que, embora mais caro, tem sido uma solução para quem não pode esperar por ônibus.
  • Bicicletas e patinetes elétricos também estão ganhando popularidade como meios de transporte alternativos.
  • O uso de caronas e grupos de transporte coletivo de pessoas se tornou uma prática comum entre amigos e colegas de trabalho no intuito de minimizar o impacto da greve.

Perspectivas futuras para a mobilidade

A situação atual gera incertezas sobre o futuro do transporte público em Manaus. Enquanto a greve persiste, o que pode ser feito para resolver o impasse e restabelecer a normalidade no serviço?

Expectativas de soluções

  • Espera-se que as partes envolvidas promovam uma negociação efetiva que viabilize acordos bons para motoristas e empresas de transporte.
  • O futuro do transporte público exige uma avaliação das circunstâncias que levaram à paralisação, além de um esforço conjunto para garantir que os pagamentos a rodoviários sejam regulares e não causem mais interrupções.
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